4 de dez. de 2012

Histologia do periodonto de inserção



Periodontia

“perio” = em volta de e “dontia” = dentes

A periodontia estuda os tecidos normais e as doenças dos tecidos, sistema de implantação e suporte dos dentes. 

Compreende o periodonto: 

Periodonto de proteção- os tecidos da gengiva, sulco gengival, epitélio juncional, inserção conjuntiva.

Periodonto de sustentação- ligamento periodontal, do cemento radicular e do osso alveolar. 




Gengiva

A gengiva é o tecido que reveste o osso que sustenta os dentes. Em virtude da má higiene, do fumo, do stress, da imunodeficiência e de maus hábitos alimentares a gengiva fica fragilizada às infecções decorrentes de bactéria.

Histologia do periodonto de inserção

Ligamento Periodontal

O ligamento periodontal é composto por fibras colágenas que ligam os dentes ao osso alveolar. É formado pelas fibras de Sharpey. Comunica-se através de canais vasculares com os espaços medulares do osso alveolar próprio.

O ligamento recobre as superfícies radiculares e é formado por tecido conjuntivo frouxo, não mineralizado, ricamente vascularizado e celular
 






Possui nervos
Radiograficamente lâmina dura (cortical)
Espaço do ligamento periodontal (radiolúcida)

Constituida por:

Fibras colágenas - Constitutiva
Fibras elásticas - Resiliência
Fibras oxitalânicas - não se sabe a função, mas são encontradas na gengiva e ligamento periodontal.

De acordo com a orientação ao longo eixo do dente:

( / )  Fibras da crista alveolar: obliquas, vai do cemento supra-ósseo até a crista óssea, ajudam a previnir e dificultar a extrusão, sair do alveolo. Resistência ao movimento lateral.
( - ) Fibras horizontais: perpendiculares, terço-cervical intra-ósseo, resistência aos movimentos de torção e rotação. Transição entre as fibras da crista e obliquas.
( \ ) Fibras obliquas: maiores em quantidade. Inserção do dente, mais abundante, resistência, amortecimento, estress e tensão óssea.
( I )  Fibras apicais (APF): dentes com ápice totalmente formado, intrusivos. Para a exodontia é preciso comprimir e empurrar para elliminar essas fibras e facilitar a extração.
 
 
Só teremos fibras de ligamento em dentes com sua raíz totalmente formada, após a risogênese, que elas serão originadas.  Bem como, a quantidade de fibras de inserção do cemento é maior, porém, o calibre das fibras é maior no osso. Como visto na gravura abaixo.

 
Fibras de Sharpey: Liga o periósteo de um osso á estrutura subjacente ou próxima, Ligam o periósteo do osso radicular té o cemento radicular.



 Cemento

Tecido mineralizado especializado que reveste as superfícies radiculares e, ocasionalmente, pequenas partes da coroa. Tem como principal função a ancoragem das fibras do ligamento periodontal. (Lindhie et al, 2005).

O cemento radicular é um tecido que recobre a raiz do dente. Não possui vasos sanguíneos, linfáticos, inervação e não é remodelado, mas permanece em contínua deposição.

Cemento celular: Cemento que contém cementócitos na lacuna dentro da martiz de cemento.

Cemento acelular: Cemento sem nenhuma célula na sua matriz. 

Cemento fibrilar: Cemento que contém fibrilas bem definidas e colágeno tipo I.

Cemento afibrilar: Cemento que possui matriz desprovida de fibrilas colágenas tipo I. Desta forma, a matriz tende a ser fina e de consitência granular.   

Fibras extrínsecas do cemento: Cemento que contém fibras extrínsecas, i.e. fibras de Sharpey que estão em continuidade com as fibras principais do ligamento periodontal. As fibras originalmente produzidas pelos fibroblastos do ligamento periodontal, são consideradas "extrínsecas" do cemento. Estas fibras estão orientadas mais ou menos perpendicular a superfície do cemento e possuem papel importante na ancoragem do dente.

Fibras intrínsicas do cemento: Cemento que contém primeiramente fibras intrínsecas, i.e. fibras produzidas por cementoblastos e que estão orientadas mais ou menos paralela à superfície do cemento. Esta forma de cemento está localizada predominantemente nos locais que estão sofrendo reparo, seguinte à superfície reabsorvida. Isto não possui nenhum papel na ancoragem dos dentes.

Fibras mixtas do cemento: Cemento que contém uma mistura de fibras extrínsecas e intrínsecas no cemento.

As descrições às classes de cemento descritas acima podem ser usadas nas várias combinações para mais precisamente descrever um tipo específico de cemento. Exemplos:

Acelular, fibras extrínsecas do cemento:

Localizado no terço medio e cervical, além de ser produzido por fibroblastos.
 
Este tipo de cemento tem uma matriz bem definida, fibrilas de colágeno tipo I. As fibrilas são parte das fibras do Sharpey densamente empacotadas, que são contínuas com as fibras principais do ligamento periodontal. Este cemento, que é acelular, está localizado nos dois-terceiros cervicais da raiz de dentes humanos. Isto possui papel importante na ancoragem dos dentes. 

Celular, fibras mistas do cemento:

Localizados no terço apical e nas áreas de furca. É celularizado e possui fibras intrísecas e extrísecas, produzidos por fibroblastos e cementoblastos
  
As fibras extrínsecas do colágeno (fibras de Sharpey) correm mais irregulares que no acelular, fibras extrínsecas do cemento. Fibras intrínsecas são encontradas intercaladas entre as fibras extrínsecas da matriz do cemento, de modo que as fibras de Sharpey são mais identificadas que nas fibras extrínsecas do cemento. Cementoblastos estão presos em compartimentos ocos (ou lacunas) onde se tornam cementócitos. Para detalhes adicionais ver Schroeder, 1986, 1991).  


Celular, fibras intrínseca do cemento:

Contém células, não possui papel de fixação de fibras, não apresentam fibras de Sharpey e ocorrem em áreas de reabsorção.

Este cemento contém cementócitos uma matriz composta quase que exclusivamente por fibras intrínsecas do cemento. Está localizada quase que exclusivamente nos locais de reparo do cemento. Possui papel importante na ancoragem dos dentes. No entanto, podem ser cobertas por fibras extrínsecas ou mistas do cemento, ambas são capazes de oferecer nova ancoragem.


Osso alveolar

É definido como a porção da maxila e da mandíbula que constituem os alvéolos dentários. Pode ser dividido em osso compacto e osso esponjoso.
                                               Deiscências                          Fenestrações

Células do Osso Alveolar:
Osteoblastos
Osteócitos
Osteoclastos
 






Sistemas adesivos

Adesão

A adesão veio para modificar a odontologia. Os novos sistemas adesivos buscam a simplificação de passos, e são responsáveis pela união do material restaurador (resina ou CIV) às estruturas dentárias (CARVALHO, et al.2004).

Objetivo - Máximo de resistência e união. Fazer o que as restaurações não adesivas não faziam.

Quanto a superfície - O sistema adesivo terá maior capacidade de molhamento quando as moléculas começam a passar umas pelas outras. Exemplo visto em sala: Campo cirúrgico/babador se jogarmos água de um lado absorve e do outro escorre.

Eles são indicados para:
  • restaurações estéticas de lesões cariosas, 
  • alteração de forma, cor e tamanho dos dentes, 
  • colagem de fragmentos, 
  • adesão de restaurações indiretas, 
  • selantes de fóssulas e fissuras,
  • fixação de braquetes ortodônticos, 
  • reparo de restaurações,
  • reconstrução de núcleo para coroas, 
  • cimentação de pinos intra-radiculares 
  • e para dessensibilização de raízes expostas (REIS et al., 2006).
Os altos valores de retenção adequada para uma grande variedade de procedimentos clínicos (Perdigão et al, 1997) é uma das vantagens da adesão aos tecidos dentarios, alem da diminuição da microinfiltração marginal (Shafer et al, 1987), do reforço da estrutura dentária (Morin et al,1984) e da prevenção do excesso de desgaste, minimizando o risco da fragilização desta estrutura (Morin et al,1984).
Os procedimentos adesivos implicam na aplicação de substâncias (ácidos, solventes, monômeros) que modificam a morfologia e fisiologia do esmalte e da dentina (CARVALHO et al., 2004). A composição dosdiferentes sistemas adesivos, seu mecanismo de ação nos substratos dentários, a forma de aplicação clínica e suas implicações frente à incorreta utilização e aos desafios existentes no ambiente bucal, constituem-se tópicos essenciais para o sucesso e durabilidade das ligaçõesadesivas.

Os monômeros resinosos podem ser:
Hidrofílicos, os quais permitem que o adesivo seja compatível com a umidade natural do substrato dentinário. 
Hidrofóbicos, que apresentam maior peso molecular, são mais viscosos e conferem maior resistência mecânica e estabilidade ao material (CARVALHO, 2004).



Esmalte

Altamente mineralizado
Inorgânico (hidroxiapatita) = 96%
1% orgânico (proteínas) + água = 4%
Superfície seca, ótimo para adesão é hidrofóbico

A adesão ao esmalte é duradoura e efetiva (FRANKENBERGER, KRAMER, PETSCHELT, 2000), No esmalte, é sabido que a adesão se dá por embricamento mecânico, ou seja, por meio da formação de projeções resinosas (tags) no interior do tecido desmineralizado, seletivamente, pelo ácido fosfórico (SILVERSTONE, et al., 1975). A adesão ao esmalte é conseguida através do condicionamento deste substrato com ácido fosfórico em concentrações que variam entre 30 a 37%, durante um tempo de aplicação de 15 a 30 segundos. Este procedimento aumenta as porosidades da superfície exposta mediante a desmineralização seletiva dos prismas de esmalte, criando microporosidades onde o sistema adesivo se infiltrará e será fotopolimerizado (TEN CATE, 2001b; NAGEM FILHO, et al., 2000; CARVALHO, 1998).

Tratamento esmalte: 

Físico: 
Biselamento/jateamento/abrasão
Menos agressivo, removem a camada de esmalte aprismático, ruim para a adesão.

A parte mais externa do esmalte é predominantemente orgânica em sua natureza e após a erupção o biofilme adere-se ao dente. Estas duas condições podem ser eliminadas por confecção de bisel ou por limpeza das superf. de esmalte com abrasivos. O dente deve estar livre de saliva e seco antes da aplicação do ácido).

Quimicos:

Condicionamento com ácidos
A realização de um condicionamento ácido no esmalte promove uma transformação na superfície deste tecido, pois de uma superfície lisa e suave, esta se torna acentuadamente irregular, aumentando sua energia de superfície. Esta adesão ao esmalte condicionado ocorre por um mecanismo fundamental onde o material resinoso aplicado apresenta monômeros que são levados para dentro das irregularidades por atração capilar e copolimerizam entre si).


Dentina

Duro, elástico e avascular
Inorgânico 70%
10% orgânico
Superfície úmida, mais dificícil aderir

A união resina-dentina constitui-se um desafio para os pesquisadores, uma vez que este substrato é intrinsecamente úmido, tornando o procedimento adesivo altamente sensível (HALLER, 2000, CECCHIN, et al.2008). Seu componente inorgânico consiste, principalmente, de cristais de hidroxiapatita e a fase orgânica é constituída pelas fibrilas de colágeno (TEN CATE, 2001a). Além disso, a dentina caracteriza-se pela presença de múltiplos túbulos dentinários, preenchidos pelo fluido dentinário, dispostos muito próximos e que se estendem desde a junção amelodentinária até a polpa, tornando-a um substrato naturalmente úmido (HALLER, 2000).


Estrutura:
Graus de umidade 
Matriz orgânica 
Presença de oxigênio 
(A importância do substrato deve ser considerada, principalmente quando relacionada à dentina, devido às variações regionais em estrutura e fisiologia, relacionadas ao grau de umidade, quantidade de matriz orgânica, água e oxigênio, fazendo com que a adesão dentinária seja considerada mais complexa e criteriosa em comparação ao esmalte. Isto porque estes componentes possuem uma instabilidade intrínseca que os torna mais susceptíveis à degradação estrutural, também desencadeada pelo meio oral úmido e acídico).


Superficial- maior quantidade e menor diâmetro                                           Profunda- menor quantidade e maior diâmetro


A dentina é um tecido naturalmente úmido, o qual é penetrado por uma densa rede de canais (túbulos dentinários) contendo extensões celulares dos odontoblastos, os processo odontoblásticos, os quais se comunicam com a polpa. Cada túbulo dentinário está rodeado de um colar de dentina hipermineralizada, chamada dentina peritubular. A dentina menos mineralizada entre os túbulos é chamada de dentina intertubular.

Dentina peritubular: Sofre maior grau de mineralização. Dentina superficial prevalece a dentina intertubular
Dentina intertubular: Substrato rico em matriz orgânica(metade do volume). É menos mineralizada, contem fibras colágenas e substancia amorfa. Dentina profunda prevalece a dentina peritubular.



Diante disso, a dentina requer uma técnica úmida de adesão.
Presença da smear layer: Lama dentinária (compõe-se de restos de matéria orgânica e inorgânica produzidos pela redução ou instrumentação da dentina, do esmalte ou do cemento. Ela é ruim para a adesão, limpar a cavidade pois mesma possui baixa capacidade de molhamento. Usa-se  o ácido fosfórico a 37% para remover a smear.

Hibidrização denitnária

(Estudos posteriores, realizados por Nakabayashi e cols (1982), revelaram que o condicionamento ácido deixava uma camada de fibras colágenas ancoradas na dentina desmineralizada e que resinas hidrofílicas infiltravam e copolimerizavam-se com estas fibras para formar a camada híbrida, consistindo em uma dentina infiltrada por resina. A estrutura resultante não é resina nem dente, mas um híbrido dos dois. Não é localizada sobre a superfície, mas, sim criada dentro do substrato. A infiltração resinosa intencionalmente muda as propriedades físicas e químicas desta interface, tornando-a ácido-resistente.

Obtenção da Camada Híbrida

Após a confecção de um preparo cavitário, a dentina coberta pela smear layer oferece praticamente nenhuma porosidade superficial p/ q os agentes adesivos possam penetrar na intimidade do substrato. Assim, se faz necessária a aplicação de um ácido, o qual não somente removerá a smear layer, mas tbém deverá desmineralizar a porção mais superficial da dentina subjacente, expondo a trama de fibras colágenas por entre as quais o agente resinoso deverá infiltrar e, posteriormente, polimerizar, resultando na formação da camada híbrida.


Quanto a classificação os sistemas adesivos podem ser:

Convencionais - Adesivos convencionais são os sistemas que empregam o passo operatório de condicionamento ácido da superfície do esmalte ou dentina separadamente dos outros passos clínicos. Podem ser de dois passos (condicionamento ácido e combinação de primer e agente adesivo em um único frasco) ou três passos (condicionamento ácido, primer e agente adesivo em frascos separados). Estes adesivos consistem na remoção completa da smear layer e desmineralização da subsuperfície dentinária intacta através da utilização do condicionamento ácido (TAY e PASHLEY, 2001).


PRIMER: solução de monômeros resinosos diluídos em solventes orgânicos. Corresponde à função hidrofílica do material.

ADESIVO: função hidrofóbica, não contém solventes orgânicos nem água em sua formulação. É composto por monômeros mais viscosos do que aqueles presentes nos primers, porém com baixa viscosidade, garantindo fluidez suficiente para que o adesivo possa penetrar na superfície preparada pelo primer.

Autocondicionante - não requerem a aplicação isolada de um ácido para produzir porosidades no substrato.





Referências:
http://revistas.unipar.br/saude/article/viewFile/3408/2310
http://www.ufsm.br/dentisticaonline/0902.pdf
http://tcc.bu.ufsc.br/Espodonto220969.PDF
http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=2&cad=rja&ved=0CDYQFjAB&url=http%3A%2F%2Fdv.fosjc.unesp.br%2Fpg.protese%2Fdownloads%2FAulas*Cimentos_Odontologicos*Sistemas_Adesivos.ppt&ei=hne5UOC6EJOE9gS9i4DwBA&usg=AFQjCNHobbaWkBQdd2nNoQ8Mdzw54NnRsQ&sig2=FTJ-nu_H1Wuo182GQDXfNw

2 de dez. de 2012

2 aula de OPC2 Dentística


Cimento de ionômero

 

O cimento de ionômero de vidro nada mais é do que a evolução dos cimentos de silicato e de policarboxilato.

Cimento de silicato: tem como função alteração dimensional e liberação de flúor.

Cimento policarboxilato de zinco: adesão e biocompatibilidade.

 

Propriedades do CIV:

1.    Liberação de flúor: tem maior intensidade nas primeiras 48 horas, após as 48 horas a liberação ocorre devido ao desgaste do material.

2.    Adesividade: ocorre por quelação (desintoxicação de metais pesados), a adesão é fraca porem constante e tem adesividade aos metais por oxidrilação (é um grupo funcional presente nas bases dos hidróxidos, representado pelo radical OH-).

3.    Resistencia à compressão e tração: baixa resistência, mas os modificados com resina possuem maior resistência.

4.    Estética: estética precária devido a opacidade.

5.    Solubilidade: são altamente solúveis, devem receber protetores de superfície(esmalte incolor ou adesivos dentinários).

Indicações dos CIV:

·         Selamento de cicatrículas e fissuras

·         Pequenas cavidades classe 1

·         Proteção pulpar, forramento e base

·         Núcleos de preenchimento

·         Cimentações

·         Restaurações provisórias

·         Restaurações definitivas de dentes decíduos

 

Contra indicações dos CIV:

·         Restaurações definitivas em dentes permanentes, exceto pequenas restaurações classe1.

                                  

O CIV pode ser ativado de 3 formas:  Química

                                                             Fotoativada

                                                             Dual

 

O CIV ainda pode se classificar de acordo com a sua indicação:

Tipo 1 : Cimentação

Tamanho médio das partículas: 15 a 20 mm


Tipo 2 : Restauração

Tamanho médio das partículas: 45 a 50 mm

Tipo 3: Base, forramento e selamento

Tamanho médio das partículas: 25 a 35 mm


Tipo 4: UNIVERSAL

 

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Classificado quanto a sua composição:

1.Convencional:  formado por partículas de alumínio(pó) + silicato de cálcio(pó) + acido poliacrílico e/ou polimaleico e/ou cítrico

 

Ácido poliacrílico

Ácido itacônico: reduz a viscosidade do líquido

                         inibe a geleificação (é uma reação ácido-base)causada pelas pontes de hidrogênio intermoleculares

Ácido tartárico:           controla o pH e a taxa de dissolução do vidro

Água: ionizar o ácido

 

Presa inicial

Ocorre devido à rápida reação dos íons Ca+2 com os grupos COO- (cerca de 6 a 8 minutos)

Os íons Ca+2 podem reagir com grupos COO- de uma mesma molécula ® material com pouco resistente

O material requer proteção superficial para evitar SINÉRESE e EMBEBIÇÃO

 

Presa final

Ocorre quando os íons Al+3 reagem com os grupos COO- (cerca de 24 a 48 horas)

 Há formação de ligações cruzadas entre as cadeias dos poliácidos

 O material adquire sua resistência final

 Esta reação pode prolongar-se por até sete dias


2.Reforçados por metais: formado por partículas de alumínio(pó) + silicato de cálcio(pó) + acido poliacrílico e/ou polimaleico e/ou cítrico + partículas metálicas adicionais.

3.Modificados por resina: parte da matéria é substituída por resina composta.

Propriedades:

Menor sensibilidade à umidade do meio

Maior tempo de trabalho e menor tempo de geleificação

Menor liberação de flúor

União química à resina composta

Menor adesividade à estrutura dental ® necessidade de “Primers”

Maior coeficiente de expansão térmica linear

 

 

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MANIPULAÇÃO DO CIV

Materiais importantes:

Placa de vidro

Espatula simples

 

Dividir o pó em duas porções:

1. aglutinar a primeira porção por 10 a 15 segundos

2.aglutinar a segunda porção, respeitando o tempo recomendado pelo fabricante

3.tempo de aglutinação: 30 a 60 segundos 

A mistura deve apresentar-se homogênea e brilhante

 

 

 

 

1 aula de OPC2. Dentistica



SELAMENTO DE CICATRICULAS E FISSURAS

 

 
As superfícies oclusais dos dentes são consideradas as zonas mais vulneráveis a lesão da carie. Com a sua anatomia sendo geralmente estreitas e sinuosas com invaginações  irregulares que impedem uma profilaxia da região, facilitando com isso a retenção de microrganismos e restos alimentares.

 

São duas as linhas filosóficas para a abordagem das áreas de cicatrículas e fissuras visando o seu selamento:

  1. A técnica não invasiva: é a aplicação de selantes em cicatrículas e fissuras sem preparo mecânico e é indicada para áreas onde não se suspeita da presença de carie.
  2. A técnica invasiva: indicada para áreas onde se suspeita da presença de carie por meio de escovação exploratória, o diagnostico da propagação da lesão cariosa a níveis mais profundos.

 


Agora, vamos observar a seqüência clinica das 2 tecnicas.

 


Técnica não invasiva:

 

  1. Isolamento absoluto
  2. Profilaxia
  3. Condicionamento acido com acido fosfórico 37% no esmalte por 15 a 30 segundos.
  4. Lavagem com água por 15 a 30 segundos.
  5. Secagem com jatos de ar.

A APARENCIA DO ESMALTE DEVE SER ESBRANQUIÇADA E OPACA.

6. Aplicação do selante sem carga, pois tem maior poder de penetração nos sulcos.

O SELANTE COM PIGMENTO É MELHOR, POIS É MAIS FACIL DO CD VISUALIZAR.

Deve-se tomar cuidado para que o material não seja aplicado em excesso pois clinicamente isso poderia  interferir  na oclusão do paciente, portanto a aplicação do selante deverá restrigir-se a área de interesse.

 

 

Técnica invasiva

 

  1. Isolamento absoluto
  2. Profilaxia
  3. Ponta diamantada ou broca carbide para abertura do esmalte. A broca diamantada com forma de lápis é efetiva para desgastar o esmalte subjacente e para favorecer a penetração do selante.

COM ESSA PENETRAÇÃO É POSSIVEL DIAGNOSTICAR A EXTENSÃO REAL DA PROFUNDIDADE DA LESÃO. QUANDO A EXTENSÃO DE PENETRAÇÃO SE RESTRIGUIR A ESMALTE, ESTA INDICADA O SELANTE COM CARGA. SE O ENVOLVIMENTO ATINGIR A PORÇÃO DENTINÁRIA E OU SE A EXTENSÃO LATERAL PROPORCIONAR UMA ABERTURA SIGNIFICATIVA QUE IMPLIQUE EM MATERIAL CONSIDERAVEL DE SELANTE, DEVEMOS OPTAR POR UMA RESTAURAÇÃO PREVENTIVA COM CIV OU RESINA COMPOSTA.

  1. Condicionamento acido com acido fosfórico 37% no esmalte por 15-30 segundos.
  2. Lavagem com água.
  3. Secagem com jatos de ar
  4. Aplicação do selante sem carga.

 

 

 

Referencia


MONDELLI,J.et al.Dentistica Operatoria.4.ed.Sao Paulo; Savier,1990.pag 61-64.