17 de ago. de 2013

Procedimento Restaurador com cimento de ionômero de vidro

MATERIAL NECESSÁRIO:

1. Turbina

2. Micro-motor

3. Contra-ângulo

4. Jogo clínico.

5. Cureta dentinária.

6. Seringa carpule.

7. Instrumental para isolamento absoluto: grampos, arco, pinça Palmer, Perfurador de Ainsworth,

tesoura, fio dental, lençol de borracha, espátula de inserção.

8. Brocas e pontas diamantadas.

9. Instrumental para restauração: espátula de inserção de titânio, condensadores, porta-matrizes, matrizes

de aço, tiras de poliéster, seringa centrix, papel carbono, pinça Müller.

10. Gaze e algodão estéril.

11. Rolinho de algodão.

12. Sugador descartável.

13. Agulhas curtas

14. Anestésico tópico

15. Anestésico local com vasoconstrictor

16. Anestésico local sem vasoconstrictor

17. Estetoscópio e Esfignomanômetro


PROCEDIMENTO:

1. Seguir cuidadosamente o POP de Biossegurança e o POP 3 para dar prosseguimento ao atendimento.
2. Posicionar o paciente e postar-se de acordo com o protocolo ergonomia.
3. Anestesiar o paciente.
4. Realizar isolamento absoluto ou relativo, de acordo com o procedimento a ser realizado.
5. Realizar o preparo cavitário se limitando a remoção de dentina afetada.
6. Realizar a proteção pulpar (nas cavidades profundas colocar o cimento de hidróxido de cálcio)
7. Uso de ácido poliacrílico de 25 a 40% em dentina esfregando por 15 segundos.
8. Lavar abundantemente
9. Inserção do CIV com seringa Centrix
10. Realizar a proteção da restauração com esmalte para unhas, adesivo dentinário, selante de superfície ou verniz próprio.
11. Avaliar a oclusão do paciente com papel carbono e pinça de Muller, efetuando os ajustes necessários.

Ações Corretivas:
1. Caso o aluno se acidente com o material contaminado deve-se seguir os POPs de biossegurança e de acidentes com perfuro-cortantes.
2. O paciente que apresente pressão arterial elevada não deve ser atendido, devendo ser encaminhado para o posto de saúde mais próximo. Condições sistêmicas especiais devem ser avaliadas caso a caso e, se necessário, requisitar exames Complementares e relatórios médicos.

REFERÊNCIA:

Elaborado Por: Ana Carla Rios e Carmen Motta
Aprovado Por: Colegiado do Curso de odontologia da UNIME.

Procedimento Restaurador com amálgama - CIAB 1, CIAB 2, CIAB 3, CIAB 4, CIAA, CIAC

MATERIAL NECESSÁRIO:

1. Turbina

2. Micro-motor

3. Contra-ângulo

4. Jogo clínico.

5. Seringa carpule.

6. Instrumental para isolamento absoluto: grampos, arco, pinça Palmer, Perfurador de Ainsworth, tesoura, fio dental, lençol de borracha, espátula de inserção.

7. Pontas diamantadas.

8. Brocas esféricas em baixa-rotação.

9. Cortantes manuais (recortadores de margens 

gengivais, machado, enxada).

10. Instrumental para restauração: curetas dentinárias, injetor de amálgama, condensadores, brunidores, esculpidores de hollemback e discóide-cleóide, portamatrizes, matrizes de aço, pinça de Muller.

11. Papel carbono

12. Gaze e algodão estéril.

13. Rolinho de algodão.

14. Sugador

15. Fio dental

16. Agulhas curtas

17. Anestésico tópico

18. Anestésico local com vasoconstrictor

19. Anestésico local sem vasoconstrictor

20. Estetoscópio e Esfignomanômetro



PROCEDIMENTO:


1. Seguir cuidadosamente o POP de Biossegurança e o POP 3 para dar prosseguimento ao atendimento.
2. Mensurar a pressão sanguínea do paciente.
3. Posicionar o paciente e postar-se de acordo com o protocolo ergonomia.
4. Anestesiar o paciente.
5. Realizar isolamento absoluto.
6. Realizar o preparo cavitário com brocas cilíndricas (ex 56,556) ou pontas diamantadas tronco cônicas (ex.1090,1092)
7. Acabamento do preparo com instrumentos cortantes manuais
8. Limpeza da cavidade com clorexidina 3% 
9. Inserção do amalgama com porta amálgama 
10. Calcar o material contra as paredes do preparo, iniciando com calcador de menor tamanho e finalizando com calcador de maior tamanho.
11. Brunidura pré-escultura
12. Esculpir com esculpidor de Hollemback
13. Brunidura pós-escultura
14. Remoção do isolamento
15. Avaliar a oclusão com papel carbono e pinça de Muller e fazer os ajustes necessários com esculpidor
16. Realizar o polimento após aproximadamente 7 dias.


Ações Corretivas:
1. Caso o aluno se acidente com o material contaminado deve-se seguir os POPs de biossegurança e de acidentes com perfuro-cortantes.
2. O paciente que apresente pressão arterial elevada não deve ser atendido, devendo ser encaminhado para o posto de saúde mais próximo. Condições sistêmicas especiais devem ser avaliadas caso a caso e, se Necessário, requisitar exames complementares e relatórios médicos.

REFERÊNCIA:

Elaborado  Por: Ana Carla e Carmen Motta
Aprovado Por: Colegiado do Curso de odontologia da UNIME

16 de ago. de 2013

TERAPIA PERIODONTAL DE SUPORTE (TPS) - CIAB 2

Conceito: Denota a necessidade básica dos procedimentos terapêuticos para que os pacientes, por meio de esforços próprios, possam controlar a infecção periodontal. 

Objetivos da TPS: o objetivo de uma fase de manutenção é a preservação contínua da saúde gengival e periodontal, obtida como resultado um tratamento periodontal ativo. As rechamadas são baseadas nos riscos individuais de cada paciente, sendo intervalos de 3-4 meses ou 3-6 meses. 

O tratamento periodontal inclui:

- Avaliação da saúde sistêmica do paciente;
- Uma fase terapêutica relacionada à causa, em alguns casos;
- Uma fase corretiva envolvendo procedimentos cirúrgicos periodontais;
- Fase de Manutenção

CONDUTA CLÍNICA DO TRATAMENTO PERIODONTAL:
  • Considera as sequelas da doença, ou seja, documenta a perda de inserção periodontal, formação de bolsa periodontal, levando em consideração o padrão de higiene oral individual, a prevalência de sítios com sangramento à sondagem, nível de inserção e comprimento do osso alveolar antes da terapia.

1. AVALIAÇÃO CONTÍNUA DOS RISCOS MÚLTIPLOS:
Porcentagem de sangramento a sondagem: 
  • Habilidade no controle de placa
  • Adesão à TPS
  • Resposta do hospedeiro às bactérias
  • Baixo: sangramento à sondagem < 9%. 
  • Médio: sangramento à sondagem ≥10% e ≤ 25%. 
  • Alto: sangramento à sondagem > 25%.

Prevalência de bolsas residuais maiores que 4mm:
  • PS acima de 4mm
  • Sangramento sob sondagem
  • Supuração
  • Baixo: 0 – 4 bolsas periodontais. 
  • Médio: 4 – 8 bolsas periodontais. 
  • Alto: 8 – 12 bolsas periodontais.

Perda de dentes de um total de 28 dentes:
  • Perda dentária maior que 8 dentes
  • Disfunções mandibulares
  • Arco Dental com menos que 20 dentes Baixo: 2 – 4 dentes perdidos. 
  • Médio: 4 – 8 dentes perdidos. 
  • Alto: 8 – 12 dentes perdidos.

Perda de suporte periodontal em relação a idade do paciente (perda óssea/idade): 
  • Imagem periapical da região posterior da maxila
  • 1mm de perda = 10% de osso perdidoFilemon Nery N Filho
  • % de osso perdido divido por idade do pacienteBaixo: 0.25 – 0.5 de perda óssea/idade. 
  • Médio: 0.5 – 1.0 de perda óssea/idade. 
  • Alto: 1.0 – 1.5 de perda óssea/idade.

Condições sistêmicas e genéticas:
  • São considerados fatores de alto risco.
O impacto do diabetes na doença periodontal tem sido relatada em pacientes com doença periodontal não tratada, enquanto, nos dias de hoje, estas evidências claras não estão disponíveis para pacientes tratados. É razoável presumir que a influencia das condições sistêmicas pode também afetar a recorrência da doença. Alterações hormonais estão associadas a essas condições. As condições sistêmicas e os fatores genéticos que interferem na doença periodontal e no tratamento são categorizadas dicotomicamente quanto à presença ou ausência da condição, independentemente de seu controle médico, tendo em vista que o comportamento a longo prazo pode modular a resposta do hospedeiro.



Fatores ambientais, tais como o fumo: 

  • Fator de risco verdadeiro para a periodontite.
  • Mostram uma resposta de cicatrização menos favorável na reavaliação e durante um período de 6 anos de uma cuidadosa TPS.
  • Fator de Risco em TPS:
  • Papel do fumo na resposta do hospedeiro
  • Quantidade de cigarros
  • Tempo de uso ou sem fumar
  • Baixo: NF (não fumantes) e EF (ex fumantes) a mais de 5 anos. 
  • Médio: fumantes ocasionais < 10 cigarros por dia. 
  • Alto: fumantes de 10 – 20 cigarros por dia.
O Diagrama Funcional de Lang & Tonetti (2003)

Determina o risco periodontal individual do paciente.



Calculando o risco periodontal individual do paciente:
BAIXO RISCO PERIODONTAL: todos os parâmetros dentro da categoria de baixo risco ou no máximo um parâmetro na categoria de risco moderado.
MEDIO RISCO PERIODONTAL: dois parâmetros na categoria moderada e no máximo um parâmetro na categoria de alto risco.
ALTO RISCO PERIODONTAL: apresenta pelo menos dois parâmetros na categoria de alto risco. 



AVALIAÇÃO DOS RISCOS DENTÁRIOS: 

Avaliação do prognostico e função dos dentes, indicação da necessidade de medidas terapêuticas específicas.


Posição do dente na arcada dentaria:

- A má oclusão aumenta o risco periodontal, devido a retenção de placa e aumento da infecção gengival.


Envolvimento de furca.


Fatores iatrogênicos:

- Áreas de retenção de placa, tais como: restaurações com sobrecontorno, margens de coroas mal adaptadas, restaurações com polimento insatisfatório.

- Áreas de impactação alimentar afetando a efetividade da higienização.


Suporte periodontal residual:

- Dentes com suporte periodontal reduzido, porem saudáveis, podem funcionar como pilares em próteses fixas ou coroa individual.

Mobilidade dentária:

- Redução do periodonto.
- Hipermobilidade: espessamento do ligamento periodontal, e/ou altura dos tecidos periodontais de suporte.



AVALIAÇÃO DOS RISCOS POR SÍTIOS DE DENTES: 

Determinação da atividade da doença periodontal, determinação da estabilidade periodontal e presença da inflamação.

Sangramento a sondagem:

- Determina: estabilidade periodontal, presença de inflamação gengival.
- Auxilia na avaliação da progressão da lesão.


Profundidade de sondagem e perda de inserção: 

- Estabelece o diagnostico periodontal e as medidas de referencia.


Supuração:

- sítios em exacerbação.

Pacientes submetidos ao sistema de rechamadas

Tem sido claramente demonstrado que os pacientes periodontais tratados, que comparecem às visitas de manutenção regularmente, têm um melhor prognóstico que os pacientes que não comparecem. Pacientes não submetidos ou precariamente submetidos podem ser considerados de alto risco para a progressão da doença periodontal. Os pacientes que não faziam a manutenção após a terapia periodontal tinham uma maior incidência de estresse na vida e um relacionamento pessoal menos estável.



ETAPAS DA RECHAMADA: 

1. Exame, Reavaliação e Diagnostico (ERD).

- Atualizar dados de saúde geral do paciente,

- Realizar exames extra e intra-oral para detectar qualquer anormalidade.

- Avaliar os fatores de riscos.

- Realizar radiografias convencionais dos sítios necessários

2. Motivação, Reinstrução e Instrumentação (MRI).

- Motivação do paciente a adequada higiene oral.

- Deplacagem, RAR e alisamento radicular.

3. Tratamento dos Sítios Reinfectados (TSR).

- Sítios individuais, reinfectados e com supuração.

- Exige completa instrumentação sob anestésica, terapia com antibiótico local ou debridamento com acesso cirúrgico.

4. Polimento de toda a dentição, aplicação de Flúor e Determinação da futura TPS (PFD).

- Polimento de toda a dentição para remoção de todos os depósitos moles remanescentes e pigmentos.

- Flúorterapia

- Baseado nos riscos do paciente, determinar a nova visita da TPS.

2 de jun. de 2013

OPC 4 ORTO - Moldagem, Ep e Er

MOLDAGEM

Para que realizar: Saber se haverá espaços para os dentes permanentes sucessores.

Espaço Presente - Perímetro do arco superior e inferior.

  • Mede-se com fio de latão
  • Compasso de ponta seca
  • Divide-se a arca em 6 partes: da linha média a mesial do canino, da mesial a distal do canino, da distal do canino até a mesial do PM permanente.



Faz-se um risco numa folha de papel e marca-se de acordo com valor do modelo transferindo para o papel.

                                   Ep ______________________________________

Espaço Requerido - Largura dos incisivos, caninos e pré molares sucessores


  • Mede-se a maior largura Mesial e distal dente por dente.
  • Largura (tamanho) previsto para o canino,  1 PM e 2 PM é medido pela fórmula:

= diâmetro mesio distal dos incisivos inferiores
______________________________________     + coeficiente
                              2

  • Para encontrar o tamanho previsto de canino, 1PM e 2PM SUPERIOR, usa-se para o coeficiente o valor 11

  • Para encontrar o tamanho previsto de canino, 1PM e 2PM INFERIOR, usa-se para o coeficiente o valor 10,5

  • Tabela final de valores do diâmetro: