14 de dez. de 2012

Cistos odontogênicos

 
Cavidade patológica revestida por epitélio ou não, cujo conteúdo é líquido ou semi-sólido
 
 
 
ODONTOGÊNICOS DE DESENVOLVIMENTO
  • CISTO DENTÍGERO
  • CISTO DE ERUPÇÃO
  • CISTO PERIODONTAL LATERAL
  • C. GENGIVAL DO RECÉM NASCIDO
  • CISTO GENGIVAL DO ADULTO
  • CISTO ODONTOGÊNICO GLANDULAR
ODONTOGÊNICOS INFLAMATÓRIOS
  • CISTO RADICULAR APICAL E LATERAL
  • CISTO RADICULAR RESIDUAL
  • CISTO PARADENTÁRIO
ODONTOGÊNICOS DE DESENVOLVIMENTO
CISTO DENTÍGERO
 
Origem: desconhecida
hipótese: epitélio reduzido do órgão do esmalte
O cisto dentígero quase sempre está envolvido, ou envolve, a coroa de um dente permanente normal. Raramente um dente decíduo é envolvido.
Características clínicas: localização (JAC); Idade (20 a 30 anos); dentes envolvidos, assintomático*, expansão causa flutuação à palpação.
Características radiográficas: radiolúcido, unilocular , deslocamento dentário, s/ reabsorção, tamanho variável dependendo do grau de evolução.
Transformação ameloblástica: Pode ocorrer.
Exame histológico é obrigatório
Características histológicas: Revestimento interno (Epit. Pav. Estratificado); Cápsula de tecido conj.com infiltrado.
Tratamento: remoção cirúrgica (enucleação) marsupialização, pode ter recidiva
Diagnóstico diferencial: Ameloblastoma, tumor odontogênico adenomastoide, fibroma ameloblastico
 
CISTO DE ERUPÇÃO
 
Hematoma de erupção (por haver acúmulo de exsudado com frequencia hemorragica o que confere a gengiva a cor azulada)
 
Um cisto de erupção é um cisto dentígero que ocorre em tecidos moles. O cisto de erupção ocorre quando a erupção é impedida e o dente encontra-se nos tecidos moles sobrejacentes ao osso.
 
Produz uma pequena tumefação sobre o dente em erupção, tumefação mole, sobre coroa de dente em erupção.
- Dilatação do espaço folicular pelo acúmulo de fluido ou sangue
Cisto dentígero de tecido mole (variante)
 
Tratamento: Enucleação
 
CISTO GENGIVAL DO RECÉM NASCIDO
 
Nódulos esbranquiçados no rebordo alveolar dos maxilares.
Cistos superficiais na mucosa alveolar
Remanescentes da lâmina dentária
Características clínicas: tumefações na mucosa alveolar
Tratamento: s/ indicação
 
CISTO GENGIVAL DO ADULTO
O Cisto Gengival do Adulto (CGA), é uma lesão benigna de origem odontogênica incomum, etiologicamente relacionada com lâmina dentária, mais comum em paciente entre a 5° e 6° década, normalmente localizados na região de pré-molares e caninos inferiores, seguido pela região anterior de maxila.
Correspondente, no tecido mole, ao cisto periodontal lateral
Origem: resto de lâmina dentária EJ do dente adjacente
Características clínicas: tumefação na gengiva, assintomático, superf. lisa, cor da mucosa normal
Localização e idade: PM e C Inferiores (gengiva inserida)
Tratamento e prognóstico
 

Processos proliferativos não neoplasicos

 
Existe diferença entre neoplasia e proliferação tecidual.
 
  
  • Neoplasia (neo = novo + plasia = formação)
O termo que designa alterações celulares que acarretam um crescimento exagerado destas células.
Proliferação celular anormal, sem controle, a neoplasia pode ser maligna ou benigna.
 
  
  • Proliferação tecidual (Aumento da quantidade de células)
Hiperplasia (aumento na quantidade de células) e hipertrofia (aumento no tamanho das células)
Processos Proliferativos Não Neoplásicos
 
 
 
 
Hiperplasia fibrosa inflamatória
 
 
Lesão benigna do tecido mole
 
 É o processo proliferativo mais frequente
 
Preferencialmente sexo feminino, adultos de meia idade ou mais velhos e usuários de próteses.
 
 
Etiologia: Fator irritante local, cálculo, próteses mal adaptadas, medicamentos, alterações hormonais
 
Estímulos crônicos de baixa intensidade, prótese total ou parcial mal adaptada.
 
A cor e consistência vai depender da localização e do tempo, exofitica de consistencia ou mole.
 
Acomete: gengiva, fundo de sulco, palato e mucosa do rebordo alveolar e região anterior da maxila
  
 
Tratamento: Remoção cirurgica porem é possivel haver regressões de lesões iniciais pouco elevadas com a remoção da prótese.
 
  
 
 
 
 
 
 
 
Hiperplasia Papilomatosa Inflamatória
 
Projeções papilares no palato, aspecto granuloso, exofítico
Associação com infecção fúngica
Lesão não cancerizável
Tratamento: Ressecção cirúrgica, prótese, antifúngicos
 
   
Granuloma Piogênico
 
 
É um aumento de tecido em resposta a uma reação inflamatória local que pode ser provocada por próteses mal adaptadas, excessos de restaurações, fraturas de dentes, resíduos de alimentos (como restos de pipoca) ou até mesmo depósitos de cálculos.
Aumento volumétrico nodular
Localização predominante em gengiva, mas acomete outras regiões
 
Crianças e mulhers jovens
Exofítico e coloração avermelhada.
 
 
 
 
 
 
 
Lesão Periférica de células gigantes
 
 
É uma lesão reacional, provocada por agentes irritantes locais de trauma.
 
Ocorre exclusivamente em gengiva ou no rebordo alveolar edêntulo, apresentando-se como uma massa nodular vermelha ou vermelho-azulada.
 
Muito semelhante ao granuloma piogênico, porém sua localização exclusiva na gengiva e rebordo.
Origem Lig. Periodontal e periósteo
Hiperparatireoidismo
 
Pode ocorrer na região anterior ou posterior, sendo a mandíbula ligeiramente mais afetada que a maxila.
 
 
  
Fibromatose gengival
 
  
É caracterizada pelo crescimento fibroso acentuado do tecido gengival maxilar e mandibular.
 
 
O aumento do tecido gengival geralmente apresenta coloração normal, consistência firme e nodular à palpação e pontilhado (stippling) acentuado. As superfícies vestibulares, linguais e palatinas podem estar envolvidas, na maxila e mandíbula.
 
Formas: Hereditária, nodular e lisa
Anatômica
 
 
 
Hiperplasia Gengival induzida por medicamentos
 
v Fenitoína
v Ciclosporina
v Nifedipina
 
   
 
Fibroma Ossificante Periférico
 
Presente na gengiva
Exame radiográfico importante para diagnóstico
 
 

5 de dez. de 2012

Fatores relacionados a doença da cárie

Microrganismo

Podemos citar como fatores intrísecos do microrganismo para ter seu grau de virulência:

  • Mecanismo de aderência a cavidade bucal
  • Capacidade de produzir acido (acidogenicidade)
  • Capacidade de viver em meio ácido (acidúrico)
  • Formação e utilizacão de polissacarídeos intra e extracelulares

Streptococcus do grupo Mutans

Maior quantidade de quebra de açucar
Maior produção de ácido (grande significância clinica)
Tem como fonte de energia: Monitol e o Sorbitol
Glicosiltransferase (GTF) é uma enzima que ajuda a produzir polissacarideos extracelulares.
O s.mutans produz a mutana que é insolúvel no qual é um polissacarideo extracelular, ela pode ser acidogênica e acidúrica.
O s.mutans produz a mutacina para inibir o crescimento de outro streptococos, ocasionando uma relação de antibiose ou amensalismo.
So produz acido lático, ele é altamente acidogênico podendo levar um ph de 7 a 3,4 num período de 18 a 24 hs de crescimento em um meio de cultura.


Streptococcus do grupo Sobrinus

Menos quantidade, podendo ser acidúrico e acidogênico.
Produz o PEC (polissacarideo extracelular) e o PIC (polissacarideo intracelular) e fermetam a sacarose Munitol e Sorbitol (ATP).
Produz também o glicosiltransferase, uma enzima que produz o PEC.


Lactobacillus Sp

É acidúrico e acidogênico, sendo que sua retenção é mecânica. Ele se apresenta na progressão da doença cárie.

Actinomyces

Produtor de ácido e fermenta somente a glicose.


Formação da placa cariogênica

Microrganismos que conseguem reduzir o PH ate o nivel critico e conseguem mante-lo.

Oclusal: S.Mutans, Lactobacillus e Sobrinus
Carie de superficie lisa: Mutans e Sobrinus
Cárie de superfície: Actinomyces Viscosus, S.mutans

A saliva é normalmente uma solução remineralizante natural dos dentes quando se encontra em pH superior a 5,5. Porém, a presença do ácido lático produzido pelos Estreptococos mutans reduz o pH da placa bacteriana a 4,0, comprometendo a remineralização natural e promovendo a desmineralização.


Fatores moduladores

  • Idade do dente
  • Contato com o fluor
  • Condição socio economica
  • Frequencia de higiene oral
Mecanismo de defesa

1.inespecifico: sistema complemento, celulas fagocitarias.
2.especifico: imunoglobulinas (IgA).





4 de dez. de 2012

Histologia do periodonto de inserção



Periodontia

“perio” = em volta de e “dontia” = dentes

A periodontia estuda os tecidos normais e as doenças dos tecidos, sistema de implantação e suporte dos dentes. 

Compreende o periodonto: 

Periodonto de proteção- os tecidos da gengiva, sulco gengival, epitélio juncional, inserção conjuntiva.

Periodonto de sustentação- ligamento periodontal, do cemento radicular e do osso alveolar. 




Gengiva

A gengiva é o tecido que reveste o osso que sustenta os dentes. Em virtude da má higiene, do fumo, do stress, da imunodeficiência e de maus hábitos alimentares a gengiva fica fragilizada às infecções decorrentes de bactéria.

Histologia do periodonto de inserção

Ligamento Periodontal

O ligamento periodontal é composto por fibras colágenas que ligam os dentes ao osso alveolar. É formado pelas fibras de Sharpey. Comunica-se através de canais vasculares com os espaços medulares do osso alveolar próprio.

O ligamento recobre as superfícies radiculares e é formado por tecido conjuntivo frouxo, não mineralizado, ricamente vascularizado e celular
 






Possui nervos
Radiograficamente lâmina dura (cortical)
Espaço do ligamento periodontal (radiolúcida)

Constituida por:

Fibras colágenas - Constitutiva
Fibras elásticas - Resiliência
Fibras oxitalânicas - não se sabe a função, mas são encontradas na gengiva e ligamento periodontal.

De acordo com a orientação ao longo eixo do dente:

( / )  Fibras da crista alveolar: obliquas, vai do cemento supra-ósseo até a crista óssea, ajudam a previnir e dificultar a extrusão, sair do alveolo. Resistência ao movimento lateral.
( - ) Fibras horizontais: perpendiculares, terço-cervical intra-ósseo, resistência aos movimentos de torção e rotação. Transição entre as fibras da crista e obliquas.
( \ ) Fibras obliquas: maiores em quantidade. Inserção do dente, mais abundante, resistência, amortecimento, estress e tensão óssea.
( I )  Fibras apicais (APF): dentes com ápice totalmente formado, intrusivos. Para a exodontia é preciso comprimir e empurrar para elliminar essas fibras e facilitar a extração.
 
 
Só teremos fibras de ligamento em dentes com sua raíz totalmente formada, após a risogênese, que elas serão originadas.  Bem como, a quantidade de fibras de inserção do cemento é maior, porém, o calibre das fibras é maior no osso. Como visto na gravura abaixo.

 
Fibras de Sharpey: Liga o periósteo de um osso á estrutura subjacente ou próxima, Ligam o periósteo do osso radicular té o cemento radicular.



 Cemento

Tecido mineralizado especializado que reveste as superfícies radiculares e, ocasionalmente, pequenas partes da coroa. Tem como principal função a ancoragem das fibras do ligamento periodontal. (Lindhie et al, 2005).

O cemento radicular é um tecido que recobre a raiz do dente. Não possui vasos sanguíneos, linfáticos, inervação e não é remodelado, mas permanece em contínua deposição.

Cemento celular: Cemento que contém cementócitos na lacuna dentro da martiz de cemento.

Cemento acelular: Cemento sem nenhuma célula na sua matriz. 

Cemento fibrilar: Cemento que contém fibrilas bem definidas e colágeno tipo I.

Cemento afibrilar: Cemento que possui matriz desprovida de fibrilas colágenas tipo I. Desta forma, a matriz tende a ser fina e de consitência granular.   

Fibras extrínsecas do cemento: Cemento que contém fibras extrínsecas, i.e. fibras de Sharpey que estão em continuidade com as fibras principais do ligamento periodontal. As fibras originalmente produzidas pelos fibroblastos do ligamento periodontal, são consideradas "extrínsecas" do cemento. Estas fibras estão orientadas mais ou menos perpendicular a superfície do cemento e possuem papel importante na ancoragem do dente.

Fibras intrínsicas do cemento: Cemento que contém primeiramente fibras intrínsecas, i.e. fibras produzidas por cementoblastos e que estão orientadas mais ou menos paralela à superfície do cemento. Esta forma de cemento está localizada predominantemente nos locais que estão sofrendo reparo, seguinte à superfície reabsorvida. Isto não possui nenhum papel na ancoragem dos dentes.

Fibras mixtas do cemento: Cemento que contém uma mistura de fibras extrínsecas e intrínsecas no cemento.

As descrições às classes de cemento descritas acima podem ser usadas nas várias combinações para mais precisamente descrever um tipo específico de cemento. Exemplos:

Acelular, fibras extrínsecas do cemento:

Localizado no terço medio e cervical, além de ser produzido por fibroblastos.
 
Este tipo de cemento tem uma matriz bem definida, fibrilas de colágeno tipo I. As fibrilas são parte das fibras do Sharpey densamente empacotadas, que são contínuas com as fibras principais do ligamento periodontal. Este cemento, que é acelular, está localizado nos dois-terceiros cervicais da raiz de dentes humanos. Isto possui papel importante na ancoragem dos dentes. 

Celular, fibras mistas do cemento:

Localizados no terço apical e nas áreas de furca. É celularizado e possui fibras intrísecas e extrísecas, produzidos por fibroblastos e cementoblastos
  
As fibras extrínsecas do colágeno (fibras de Sharpey) correm mais irregulares que no acelular, fibras extrínsecas do cemento. Fibras intrínsecas são encontradas intercaladas entre as fibras extrínsecas da matriz do cemento, de modo que as fibras de Sharpey são mais identificadas que nas fibras extrínsecas do cemento. Cementoblastos estão presos em compartimentos ocos (ou lacunas) onde se tornam cementócitos. Para detalhes adicionais ver Schroeder, 1986, 1991).  


Celular, fibras intrínseca do cemento:

Contém células, não possui papel de fixação de fibras, não apresentam fibras de Sharpey e ocorrem em áreas de reabsorção.

Este cemento contém cementócitos uma matriz composta quase que exclusivamente por fibras intrínsecas do cemento. Está localizada quase que exclusivamente nos locais de reparo do cemento. Possui papel importante na ancoragem dos dentes. No entanto, podem ser cobertas por fibras extrínsecas ou mistas do cemento, ambas são capazes de oferecer nova ancoragem.


Osso alveolar

É definido como a porção da maxila e da mandíbula que constituem os alvéolos dentários. Pode ser dividido em osso compacto e osso esponjoso.
                                               Deiscências                          Fenestrações

Células do Osso Alveolar:
Osteoblastos
Osteócitos
Osteoclastos