14 de mar. de 2013

Desenvolvimento da oclusão dentária - OPC4





Dentadura decídua
 Características da oclusão normal na dentadura decídua

Sequência favorável de erupção

A sequência mais favorável é aquela que vai permitir a ocorrência de diversos eventos necessários para o desenvolvimento da oclusão.
  1. Incisivos centrais inferiores
  2. Incisivos centrais superiores
  3. Incisivos laterais superiores
  4. Incisivos laterais inferiores
  5. 1 molares inferiores e superiores
  6. Caninos
  7. 2 molar inferior
  8. 2 molar superior
No quarto ano de vida toda a dentadura decídua esta completa e apresenta certas características:

Inclinação axial dos dentes decíduos
Os dentes decíduos demonstram ausência de inclinação axial. Na área dos caninos e molares decíduos, observa-se paralelismo entre suas raízes, não havendo nenhuma inclinação axialseja no sentido mesio-distal, seja no sentido V-L. Existe pouca inclinação dos incisivos, eles são mais verticalizados. Os incisivos formam entre si um ângulo próximo a 180 graus, ocluindo frequentemente de topo.


Relação distal dos segundos molares decíduos 
A relação distal dos segundos molares decíduos, são de importância fundamental quando se estuda o desenvolvimento da oclusão, principalmente em relação a erupção do 1 molar permanente. Existem 3 tipos fundamentais de relaçào molar:
  1. Plano terminal reto / relação terminal dos molares decíduos em plano vertical -  Quando as faces distais dos segundos molares decíduos forem coincidentes, estando na mesma linha os dois dentes. 
  2. Degrau mesial / relação terminal dos molares decíduos formando um degrau mesial para a arcada mandibular - O dente inferior estará mais a frente. Superior estabilizado formando um degraau para a mesial do inferior.
  3. Degrau distal / relação terminal dos molares decíduos formando um degrau distal para a arcada mandibular - O inferior estará localizado mais atrás do superior estabilizado.

                                              1                                   2                            3




"Leeway space" ou Espaço Livre de Nance
 Trata-se da diferença que existe entre a somatória das distâncias mésio-distais do canino, 1 e 2 molares decíduos com a somatória das distâncias mésio-distais do canino, 1 e 2 premolares.


Espaços primatas
São espaços encontrados na arcada inferior e superior da dentição decídua, chamados de distemas, na arcada superior entre os caninos e os incisivos laterais e no inferior entre os caninos e os 1 molares decíduos.




Tipos de arcos na Dentição Decídua (Classificação de Baume)

Dois tipos de arcos podem ser encontrados na dentição decídua.
Arco tipo 1 - Com diastemas, apresentam além dos espaços primatas, espaços generalizados entre os incisivos superiores e inferiores.
Arco tipo 2 - Sem diastemas, apresentam apenas espaços primatas, sem espaços generalizados entre incisivos, podendo até ocorrer ausência dos espaços primatas.


 Leve sobremordida
 Overbite, é quando os incisivos do arco superior cobre os inferiores.





Leve sobressaliência

Overjet, espaço entre as incisais dos incisicvos superiores.





 Sinais normais da dentição decídua
  • Arcos de forma ovóide
  • Dentes anteriores espaçados
  • Espaços primatas
  • Plano terminal reto
  • Relação de caninos "classe 1"
  • Pouca sobremordida e sobressaliência pouco profunda
  • Inclinação quase vertical dos dentes anteriores


Referência:
Muller, Ortodontia para clínicos.


10 de mar. de 2013

6 chaves de oclusão de Andrews - OPC4

As 6 chaves de oclusão de Andrews é a união de todas as características que a oclusão normal deve possuir.

  1. Relação de molar
Relação antero-posterior.  Ponta de cúspide mésio vestibular do 1º MS permanente oclui no sulco entre as cúspides vestibulares mesial e mediana do 1º MI permanente. (ANGLE). A cúspide mesio palatina do 1º MS oclui na fossa central do 1º M.


     2.  Angulação da coroa (“inclinação” mesio-distal)

É o ângulo formado pelo Eixo vestibular da coroa clínica (EVCC) e uma linha perpendicular ao plano oclusal.
Angulação Positiva: Quando a porção cervical da coroa está distal à porção oclusal ou incisal. 
Angulação negativa: Ocorre ao contrário da anterior


    3. Inclinação da coroa (inclinação vestíbulo-lingual ou lábio-lingual)

Inclinação positiva: Quando a porção cervical da coroa está para lingual à porção oclusal ou incisal.
Inclinação negativa: Ocorre ao contrário da anterior. 
Anteriores os 4 incisivos possuem inclinação vestibular.
Posteriores a inclinação da coroa é lingual.


   4. Rotações

Para a oclusão normal, os dentes não devem apresentar rotações indesejáveis. Dentes giro vertidos é uma classe 1.



    5. Contatos proximais

 Na ausência de diastemas, os contatos deverão ser “justos”. As discrepâncias dentárias acentuadas deverão ser corrigidas proteticamente.

    6. Curva de Spee

Muito acentuada resulta em uma área mais restrita para os dentes superiores, inclinando-os progressivamente mesial e distalmente.









5 de mar. de 2013

Sutura

Conceito: É a união ou aproximação de bordas de tecidos seccionados. Sendo este ato cirúrgico feito com o objetivo de reestabelecer a estrutura tecidual..

Equipamentos: Agulha, fio, porta-agulhas, tesoura e pinças

AGULHAS: Quanto a forma se dividem em ponta, corpo e fundo. Quanto ao trauma causado, são classificadas em traumáticas e atraumáticas. Quanto à curvatura podem ser retas e curvas. ervem de guia para os fios. A escolha deve ser feita tomando como parâmetro o tecido a ser transfixado. 

PONTA: Parte ativa de penetração dos tecidos. Triangular ou Cilíndrica. 
Agulhas traumáticas - provoca trauma tecidual maior devido à diferença de diâmetro entre a ponta, corpo da agulha e o fio. 
 Agulhas atraumáticas - o fio é pré-montado de mesma dimensão da agulha. 


  


CURVATURA: Podem ser 1/4 de círculo, 3/8 de círculo, semi- círculo e 5/8 de círculo. A mais indicada em Odontologia é a semi-círculo.
 


 PORTA AGULHAS: Maneira correta de manuseio.





PONTO SIMPLES: Mais utilizados em exodontias de poucos elementos.

Parte 1


Parte 2


Vantagens- Ideal para quem ainda não têm habilidade.
Desvantagens- Técnica relativamente demorada de ser realizada.


 
 


















PONTO EM "X": Pode ser feito com o nó dentro ou para fora, ficando sempre 2 alças cruzadas interna ou externamente ao tecido.


X externo

 X interno




Referências:

GOFFI, fábio. Técnica Cirurgica, Bases Anatômicas, Fisiopatologicas e Técnica da Cirurgia. 4 ed. São Paulo: Atheneu, 1996.

http://www.oocities.org/gepsaude/textos/suturas.htm
http://www.slideshare.net/profguilhermeterra/sntese-e-tcnicas-de-sutura-bsica




 

3 de mar. de 2013

Comportamento, ambiente e Biossegurança na cirurgia

Ténica Asséptica: Conjunto de procedimentos e medidas para impedir o contato do microorganismo patogênico com a ferida operatória. 

Processos da técnica asséptica

1- Esterilização, assepsia, desinfecção, antissepsia e ambiente cirúrgico
2- Preparo da equipe cirúrgica
3- Preparo do paciente

Esterilização:
É o processo que promove completa eliminação ou destruição de todas as formas de microorganismos presentes: vírus, bactérias, fungos, protozoários, esporos, para um aceitável nível de segurança. O processo de esterilização pode ser físico, químico, físico- químico.
 
MÉTODOS DE ESTERILIZAÇÃO Alternativas 
Métodos físicos
vapor saturado/autoclaves 
calor seco 
Raios Gama/Cobalto 
Métodos químicos 
Glutaraldeído 
Formaldeído 
Ácido peracético 
Métodos físico químicos
Esterilizadoras a Óxido de Etileno (ETO) 
Plasma de Peróxido de Hidrogênio 
Plasma de gases (vapor de ácido peracético e peróxido de hidrogênio; oxigênio, hidrogênio e gás argonio)  
Vapor de Formaldeído 
http://www.cih.com.br/esterilizacao.htm


Assepsia: Conjunto de medidas empregadas para impedir a penetração e crescimento de germes em um ambiente. (RATHBUN, 1997)

Antissepsia: Utilização de substância para o tratamento e profilaxia antimicrobiana em tecidos e mucosas do organismo. (RATHBUN, 1997)

Desinfecção: Eliminação de germes patológicos através de métodos fisico-quimico sobre objetos inanimados.
Ex: Ácido peracético, hipoclrito de sódio e alcool 70.

Padrões na prática da cirurgia

Preparo da equipe:
1- EPI`s
2- Escovaçào das mãos
3- Vestir o roupão cirúrgico
4-Calçar as luvas

Preparo da mesa:
1-Toalha/ campo da mesa
2-Campo dos auxilares
3-Campo do paciente     

Comportamento pós cirúrgico
Pérfuro cortante
Retirada das luvas
Vacina





Referência:
Prado e Hupp