23 de abr. de 2013

Pressão arterial, cardiaca e respiratoria


Frequência Cardíaca em Adultos:

A freqüência normal dos batimentos cardíacos é de 60 até 100 ciclos, ou batidas, por minuto.
Taquicardia é o aumento da freqüência cardíaca (acima de 100 bpm nos adultos).
Bradicardia é a diminuição da freqüência cardíaca (abaixo de 60 bpm nos adultos)

Procedimentos para Palpação do Pulso
 
1)Relaxe a vítima. Para palpar o pulso radial, mantenha o braço da vítima descansando confortavelmente, preferencialmente cruzando a parte inferior do tórax.

2)Use dois ou três dedos para encontrar e sentir o pulso. Use somente a ponta dos dedos e nunca o polegar (usando o polegar o examinador poderá sentir seu próprio pulso digital).

3)Evite muita pressão. Pressionando forte poderá interromper o pulso da vítima.

4)Sinta e conte o pulso durante 15 ou 30 segundos (se contar por 30 segundos, multiplique por dois). Use relógio que marque os segundos.

5)Anote a freqüência no prontuário. Exemplo: Pulso - 72bpm

Frequência respiratória:

Deve ser avaliada sem que a vítima perceba, preferencialmente enquanto se palpa o pulso radial, para evitar que a vítima tente conscientemente controlar a respiração.

 Adultos – 12 a 20 movimentos respiratórios por minuto (rpm);

●Taquipnéia – Respiração rápida e regular;
●Dispnéia – Respiração difícil que exige esforço aumentado e uso de músculos acessórios.
 ●Apnéia – Cessação intermitente (10 a 60 segundos) ou persistente (parada respiratória) das respirações;
●Bradipnéia – Respiração lenta e regular;


Procedimentos para verificar a respiração

1)Se possível, estando a vítima consciente, coloque o braço da mesma cruzando a parte inferior do tórax. Segure o pulso da mesma enquanto estiver observando a respiração, como se estivesse palpando o pulso radial.
2)Olhando para o seu tórax, com a visão você irá observar os movimentos de subida e descida do tórax e/ou do abdome.
3)Conte com os movimentos respiratórios durante um minuto (use relógio com marcação de segundos).
4)Anote a freqüência respiratória. Exemplo: Respiração normal, 16 rpm.


Pressão arterial

contração do ventrículo esquerdo (sístole) =  pressão sistólica ou máxima
relaxamento do ventrículo esquerdo (diástole) = pressão diastólica ou mínima

A pressão arterial é medida em milímetros de mercúrio (mmHg). O primeiro número, de maior valor, corresponde à pressão sistólica, enquanto o segundo, de menor valor, corresponde à pressão diastólica.

120/80 mmHg é o valor considerado ideal para um adulto jovem, entretanto, medidas até 140 mmHg para a pressão sistólica e 90 mmHg para a diastólica também podem ser aceitas como normais.

A posição em que a vítima se encontra (em pé, sentado ou deitado), atividade física recente e manguito inapropriado também podem alterar os níveis da pressão.


Procedimento para o método auscultatório

1)Posicione a vítima com o braço apoiado a nível do coração. Use, sempre que possível, o braço não traumatizado.
2)Localize o manômetro de modo a visualizar claramente os valores da medida.
3)Selecione o tamanho da braçadeira para adultos ou crianças. A largura do manguito deve corresponder a 40% da circunferência braquial e seu comprimento a 80%.
4)Localize a artéria braquial ao longo da face interna superior do braço palpando-a.
5)Envolva a braçadeira, suave e confortavelmente, em torno do braço, centralizando o manguito sobre a artéria braquial. Mantenha a margem inferior da braçadeira 2,5cm acima da dobra do cotovelo. Encontre o centro do manguito dobrandoo ao meio.
 6)Posicione o estetoscópio sobre a artéria braquial palpada abaixo do manguito na fossa antecubital. Deve ser aplicado com leve pressão assegurando o contato com a pele em todos os pontos.
7)Identifique a pressão sistólica (máxima) observando no manômetro o ponto correspondente ao primeiro batimento regular audível.
8)Identifique a pressão diastólica (mínima) observando no manômetro o ponto correspondente ao último batimento regular audível.
9)Desinsufle totalmente o aparelho com atenção voltada ao completo desaparecimento dos batimentos.
10)Retire o aparelho do braço e guarda-lo cuidadosamente afim de evitar danos



Referência:

http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAsygAK/sinais-vitais

1 de abr. de 2013

ODONTOMETRIA - opc3


PLANO  DE AULA – ODONTOMETRIA / PREPARO - parte1

ODONTOMETRIA
·                     Medida do comprimento do dente
·                     Determinação do Comprimento Real de Trabalho  (CRT)
·                     Conjunto de procedimentos que visa determinar os limites de ação do endodontista para fins de preparo e obturação do canal radicular
·                     Determinação do comprimento do canal dentinário
·                     Pelos estudos de morfologia apical realizados sob a luz da microscopia óptica ou estereomicroscopia, o ponto de maior constrição do canal radicular, conhecido por junção cemento-dentina-canal (ou junção CDC) localiza-se aquém do vértice anatômico, cerca de 1,0 mm.

Técnicas Odontométricas

1.Método Sinestésico (Inconsistente)

2.Técnicas radiográficas
nTécnica de Ingle (1957) mais utilizada
nTécnica de Bregman

3. Método Eletrônico

TÉCNICA DE INGLE 
  1. Medir pela radiografia de diagnóstico o CAD = Comprimento Aparente do Dente
Pela radiografia de diagnóstico, tomada com a técnica do cone longo (ou paralelismo), medimos com auxílio de lupa e régua milimetrada (transparente), o comprimento do dente, calcado nos dois pontos referenciais: o oclusal e o vértice radiográfico de cada raiz, transferindo a medida para a ficha, com o nome de Comprimento Aparente do Dente (CAD).

  1. Desta medida, deduzir 3 mm, transferindo o resultado para o instrumento de odontometria 

  1. CAD - 3mm = CRI
                     CRI (Comprimento Real do Instrumento)
Selecionar e introduzir no canal o instrumento até o valor do CRI, ficando aquém do ápice.

  1. O instrumento  deve ficar justo no canal
Introduz-se no canal o instrumento até o valor do CRI, ficando aquém do ápice. Cumpre advertir que o instrumento  deve ficar justo no canal.

  1. Radiografar
Radiografa-se o dente, procurando a menor distorção possível.

  1.  Medir o espaço entre a ponta do instrumento e o vértice radiográfico.
 Processada a radiografia, mede-se, com o auxilio de lupa e régua milimetrada transparente, o espaço entre a ponta do instrumento e o vértice radiográfico. A esta medida teremos um valor X.

  1. Biopulpectomia (polpa viva) ou Necropulpectomia (Polpa morta)-1mm
De modo geral ao recuarmos 1,0 mm do vértice radiográfico estaremos no CRT

  1. Comprimento Real de Trabalho (CRTCRT = CRD - 1,0 mm
Comprimento Real do Dente (CRD = CRI + X )

De posse desta medida X iremos acrescentar ao valor determinado pelo CRI, totalizando desta forma o valor do Comprimento Real do Dente (CRD = CRI + X ).

Com estes valores poderemos indicar o Comprimento Real de Trabalho (CRT)

  1. Anotar o comprimento obtido e o ponto de referência

  1. Iniciar a instrumentação


Método de Bregman

CAD = Comprimento Aparente do Dente

CAI = Comprimento Aparente do Instrumento

CRI = Comprimento Real do Instrumento

                                     CRD ? ? ? ?

                                               Teorema de Thales
                                                               (Regra  de Três)
                                              
                               CRD X CAI =  CRI X CAD
                
                                              
                               CRD =  CRI X CAD
                                               CAI

Exemplo:
CRI = Comprimento Real do Instrumento = 10 mm

CAI = Comprimento Aparente do Instrumento = 10 mm

CAD = Comprimento Aparente do Dente = 23 mm

                             CRD ? ? ?

                               CRT = CRD – 1mm

Técnicas Eletrônicas

Preparo Biomecânico dos Canais Radiculares
Termos Utilizados
nPreparo Mecânico
nPreparo Químico-mecânico
nInstrumentação
nLimpeza e Modelagem (Schilder)
nPreparo BIOMECÂNICO (II Convenção Internacional de Endodontia realizado na Universidade da Pensilvania, Filadélfia, USA em 1953) ---Princípios e exigências biológicas.

Preparo Biomecânico dos Canais Radiculares
Limpeza químico-mecânica, atribuindo uma conformação cônica no sentido
ápice- coroa, com o objetivo de tornar mais fácil e hermética a obturação.”
(LEONARDO,M.R.,2005)

Objetivos do Preparo
LIMPEZA
Eliminação de irritantes como microorganismos, seus produtos e tecidos pulpar vivo ou necrosado
MODELAGEM
Obtenção de um canal radicular cônico contínuo com menor diâmetro apical e maior na cervical

Preparo dos Canais Radiculares
Objetivos Específicos
  • Remover tecidos moles e duros infectados;

  • Permitir que a solução irrigadora alcance a região apical;

  • Criar espaço para a colocação da medicação e posterior obturação;

  • Manter a integridade das estruturas radiculares.

Limas

Instrumentos confeccionados a partir de uma liga metálica

O instrumento endodôntico é formado basicamente por:
1- Cabo 
2- Haste intermediária
3- Parte ativa  

Comprimento das limas
Os instrumentos podem ser encontrados em tamanhos de 21 mm, 25 mm ou 31 mm de comprimento
Numeração das limas
Numeração das limas
üLima 10 = 0,10 mm
üLima 15 = 0,15 mm
üLima 140 = 1,40 mm

Cor dos Cabos
As limas são divididas por séries
série especial #06 (cor rosa), #08 (cor cinza) e #10 (cor roxa),
primeira série de #15 a #40,
segunda série de #45 a 80 e
]terceira série de #90 a #140.Há também uma seqüência de cores, iguais para primeira, segunda e terceira séries: branca, amarela, vermelha, azul, verde e preta.

Secção Transversal dos Instrumentos
Quadrangular
Triangular
Circular
Os instrumentos manuais endodônticos do Tipo K possuem secção transversal quadrangular , os flexíveis secção transversal triangular e os do tipo Hedstroen (H) possuem secção transversal em forma de circular ou vírgula .


LIMAS TIPO K
LIMAS TIPO K-FLEXOFILE
LIMAS TIPO HEDSTRÖEN
LIMAS GOLDEN MEDIUM




Movimento dos Instrumentos
üMovimento de Remoção
üMovimento de Exploração e Cateterismo
üMovimento de Alargamento com Rotação Parcial, Alternada ou Contínua
üMovimento de Limagem

Movimento de Remoção

nInstrumentos:
tipo H ou K
nEx.:
Remoção de detritos, polpa, retratamento

Movimento de Exploração ou Cateterismo

nInstrumento:
 tipo K
nEx.:
Odontometria

Movimento de Alargamento
nAvanço e Mov. de rotação
nInstrumentos: tipo K e os acionados a motor (aço inox ou NiTi)
nAumento do diâmetro do canal


Alargamento com Rotação Parcial
nInstrumentos: tipo K e os acionados a motor (aço inox ou NiTi)

Alargamento com Rotação Alternada
Instrumentos: tipo K manual e os acionados  a motor (aço inox ou NiTi)

Alargamento com Rotação Contínua
 Instrumentos:  acionados a motor

Movimento de Limagem
Movimento curto: 0,5 a 2,0 mm
Instrumentos:
 tipo H ou K

Movimento de Alargamento e Limagem
Instrumentos: tipo K

BIBLIOGRAFIA:

  • LOPES, H.P. e Siqueira Jr., J.F.. Endodontia – Biologia e Técnica - Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2a edição, 2004;
  • LEONARDO, M.R. . Endodontia – Tratamento dos Canais Radiculares; princípios técnicos e biológicos – São Paulo: Artes Médicas, 2005.

29 de mar. de 2013

Anatomia interna e acesso de PM


Anatomia interna e acesso de PM
As definições encontram-se no resumo de anatomia interna e acesso de incisivos e caninos.

Cavidade pulpar é dividida em:
·        Câmara pulpar
·        Canal radicular


Paredes da câmara pulpar:
·        Parede mesial, distal, vestibular e lingual.
·    Parede oclusal ou teto
·    Parede cervical ou assoalho (Essa é a diferença entre as paredes de dentes anteriores e dentes posteriores. Em dentes anteriores não possuem essa parede cervical ou assoalho)
.
OBS: PM unirradiculares não possuem a parede cervical ou assoalho.

Parede cervical ou assoalho: superfície convexa do assoalho onde iniciam as linhas demarcatórias que interligam as entradas dos canais.

Rostrum canalium: zona convexa do assoalho onde se iniciam as linhas demarcatórias que interligam as entradas dos canais.


Ramificações do canal radicular


Obs: encontram-se as definições dos demais canais em anatomia interna e acesso de incisivos e caninos.

Cavo interradicular: fica no assoalho. Da câmara pulpar para o assoalho.
Canal principal
Canal lateral
Canal recorrente
Canal secundário
Canal acessório
Canal colateral
Delta apical
Canal interradicular



Anatomia interna de PM

1º PM superior:

Vistas: vestibular, mesial, oclusal, distal e palatina, respectivamente

ü  Câmara pulpar: ovoide, irregular e achatada no sentido M-D.
ü  Canal radicular: geralmente tendo 2 raízes ou não apresenta 2 canais (V-P)
ü  27,8% dos canais vestibulares são retos
ü  44% dos canais linguais são retos
ü  Comprimento médio: 21,5 mm
ü  Sobreposição do canal V e P


 2º PM superior:
Vistas: vestibular, mesial, oclusal, distal e palatina, respectivamente

ü  Câmara pulpar: ovoide, irregular e achatada no sentido M-D. semelhante ao 1º PM superior com dimensões menores.
ü  Canal radicular: 55% a 60% dos casos canal único, achatado no sentido M-D .
ü  Pode existir septo de dentina que divide o canal em 2.
ü  Exame radiográfico- 1canal
ü  Raiz reta em 40% dos casos
ü  Estreitamento no terço apical.
ü  Comprimento médio: 21,6 mm




1º PM inferior:
Vistas: vestibular, mesial, oclusal, distal e palatina, respectivamente

ü  Câmara pulpar: o teto apresenta 2 reentrâncias que correspondem as cúspides V-L.
ü  Vestibular mais pronunciado (influencia na abertura).
ü  Canal radicular: geralmente canal único, achatado no sentido M-D. Pode bifurcar no terço apical.
ü  Comprimento medio: 21,9 mm.


2º PM inferior:
Vistas: vestibular, mesial, oclusal, distal e palatina, respectivamente

ü  Câmara pulpar: semelhante a do 1º PM inferior em maiores proporções.
ü  Comprimento médio: 22,3 mm
ü  Canal radicular: possui 1 raiz e 1 canal.  Possibilidade de 2 canais.
ü  Semelhante ao do 1º PM inferior, porem maior e menos achatado no sentido M-D.



Acesso PM superior
Ponto de eleição: é a fase de desgaste da superfície do esmalte ate a atingir a dentina, usa-se a broca 1014.
Localização: no centro da superfície oclusal no centro do sulco principal.

Direção de trepanação: Esta fase permite atingir o interior da câmera pulpar, usa-se as mesmas brocas do PE.
Posicionamento da broca perpendicular a oclusal.
Direção para a pulpar com movimento V-P.
Obs: NÃO REALIZAR MOVIMENTO NO SENTIDO M-D.

Forma de contorno: Protege externamente a anatomia da câmara pulpar. Usa-se as brocas Endo Z, 3082 (mais conservador), 3080.
Ovoide: maior dimensão no V-P.

Forma de conveniência: Remoção das irregularidades das paredes para se ter uma melhor visualização e fácil acesso aos canais radiculares. Usa-se  a mesma broca da forma de contorno.
Ovalada: maior dimensão no sentido V-P
Parede M ligeiramente divergente para oclusal.
Parede distal voltada para mesial.
Parede V-L ligeiramente divergente para oclusal.





Acesso PM inferiores
Ponto de eleição: é a fase de desgaste da superfície do esmalte ate a atingir a dentina, usa-se a broca 1014.
Localização: no centro da superfície oclusal no centro do sulco principal.

Direção de trepanação: Esta fase permite atingir o interior da câmera pulpar, usa-se as mesmas brocas do PE.
Posicionamento da broca paralela ao longo eixo do dente.

Forma de contorno: Protege externamente a anatomia da câmara pulpar. Usa-se as brocas Endo Z, 3082 (mais conservador), 3080.
Circular ou Ovoide: metade mesial da face oclusal.

Forma de conveniência: Remoção das irregularidades das paredes para se ter uma melhor visualização e fácil acesso aos canais radiculares. Usa-se a mesma broca da forma de contorno.
Ovalada: maior extensão no sentido V-L
Parede M ligeiramente divergente para oclusal.
Parede distal voltada para mesial.
Desgaste compensatório na parede V.

21 de mar. de 2013

Princípios da Farmacologia - Cirúrgica 1

A farmacologia é o estudo da interação dos compostos químicos com os organismos vivos. Ela copia a natureza.

Farmacologia é a ciência que estuda os medicamentos. Medicamentos é toda substância que tem ação profilática, terapêutica e auxiliar de diagnostico.  

A ação profilática, isto é, a prevenção de doenças, se faz, por exemplo, por meio de vacinas. 

A ação terapêutica, ou seja, de cura ou alívio das enfermidades, se faz, por exemplo, com uso de antibióticos, anti-hipertensivos, etc.

Como auxiliar de diagnóstico é possível citar, por exemplo, o contraste, que é uma substância empregada em exames radiológicos para facilitar o diagnóstico. 

Medicamento é o produto farmacêutico, tecnicamente obtido ou elaborado, com finalidades profilática, curativa, paliativa, contraceptiva ou diagnóstica. Pode conter fármaco(s) e adjuvante(s), reunidos em forma farmacêutica específica.  

Fármaco é toda substância química capaz de modificar funções biológicas, com finalidade terapêutica ou não. Esse termo abrange, pois, agentes terapêuticos e tóxicos.

Droga é toda substância capaz de alterar os sistemas fisiológicos ou estados patológicos, com ou sem benefícios para o organismo. No primeiro caso incluem-se os medicamentos: entre as drogas que não trazem benefícios pode-se citar, por exemplo, a maconha.

A Farmacologia é uma das poucas ciências médicas em que não é clara a divisão entre o básico e o clínico. Ela estuda os apectos bioquímicos e fisiológicos dos efeitos dos fármacos.A concepção da Farmacologia é extensa e, por isso, são reconhecidas diversas subdivisões: 

  • Farmacodinâmica é o estudo da atividade biológica que um fármaco exerce sobre um sistema vivo. Inclui estudo do mecanismo de ação do fármaco e os processos exatos que são afetados por ele. É  o que o corpo faz com a droga.

  • A Farmacocinética trata da magnitude e da passagem do tempo do efeito do fármaco. Tenta explicar esses aspectos da ação do fármaco levando em consideração a dose e a absorção, distribuição e destino das substâncias químicas nos sistemas vivos. É o que a droga faz no corpo.

A prescrição tecnicamente correta deve incluir:

- nome do medicamento
- dose exata
- via de administração e sua frequência.


Em hospitais, os medicamentos sujeitos a controle especial, uma vez prescritos e administrados ao paciente, devem ser registrados em formulários próprios, nos quais são adotados o nome do paciente, o horário de administração, o nome do medicamento, a dose e o nome do médico que faz a prescrição.

Forma farmacêutica é a maneira física pela qual o produto farmacêutico se apresenta (comprimido, suspensão, emulsão, etc.). Por exemplo: lasik comprimido, Binotal suspensão, Agarol emulsão.

Fórmula farmacêutica é a descrição do produto farmacêutico, ou seja, informa quais os ativos e em que quantidade. Por exemplo:


LASIX COMPRIMIDO
Furosemida 40 mg.
Excipiente q.s.p 200 mg.
q.s.q - significa a quantidade suficiente para, o que, no caso quer dizer que é preciso acrescentar água até ser completado o volume de 100 ml. 


Ação dos medicamentos

Os medicamentos podem ser de ação local ou sistêmica.

Ação Local

Diz-se que um medicamento tem ação local quando age no próprio local onde é aplicado (na pele ou na mucosa), sem passar pela corrente sanguínea, ou quando age diretamente no sistema digestivo. São medicamentos de ação local, entre outros:

- pomadas e loções – aplicadas na pele;

- óvulos vaginais, colírios e alguns contrastes radiológicos – aplicados na mucosa;

- alguns antiácidos que neutralizam a ação do suco gástrico e são eliminados sem serem absorvidos.

Ação Sistêmica

Diz-se que um medicamento tem ação sistêmica quando seu princípio ativo precisa primeiro ser absorvido e entrar na corrente sanguínea para, só depois, chegar ao local de ação. Exemplos:

1 – o paciente toma um comprimido de ácido acetilsalíco Somente depois de ter absorvido no estômago e entrar na corrente sanguínea é que esse princípio ativo chegará ao local de ação – a cabeça –, aliviando a dor do paciente.

2- O paciente recebe uma injeção de furosemida. Ao ser injetada na veia do paciente, a droga entra na corrente sanguínea, chegando ao rim, onde exercerá sua ação.

Nesses dois exemplos, a ação do medicamento não se dá no local de aplicação: a droga tem de ser transportada pela corrente sanguínea até o local onde irá agir.


Vias de administração são estruturas orgânicas com as quais o fármaco toma contato para iniciar aquela série de processos.

As vias denominam-se:

- enterais - quando o fármaco entra em contato com qualquer segmento do trato digestivo (via sublingual, bucal, oral e retal).

- Parentais - não utilizam o tubo digestivo.


As vias parentais diretas compreendem as acessadas por injeção (intravenosa, intramuscular, subcutânea e outras) e as indiretas são as que não precisam de injeção (cutânea, respiratória, conjuntival, intracanal, etc.).

Geralmente, cada via pode ser abordada por diversos métodos de administração (injeção, instilação, deglutição, fricção, etc.), nela se usando variadas formas farmacêuticas (comprimidos, cápsulas, drágeas, soluções, xaropes, cremes, pomadas e outras).

ENTERAIS
PARENTAIS

DIRETASª INDIRETASªª
oral Intravenosa cutânea
bucal Intramuscular respiratória
sublingual Subcutânea conjuntival
retal Intradérmica geniturinária
  intra-arterial intracanal
  Intracardíaca  
  Intratecal  
  Peridural  
  intra-articular  

 As vias cutâneas e mucosa são preferencialmente usadas para obtenção de efeitos locais de fármacos, o que não impede que, em sendo absorvidos, exerçam efeitos sistêmicos. 

Via enterais. 

Via oral consiste na administração pela boca de uma forma farmacêutica que, após deglutição, chega ao trato gastrintestinal (TGI). A partir da via oral, a absorção pode ocorrer na boca, no intestino delgado e, em menor extensão, no estômago e intestino grosso.

É via mais comum de administração de medicamentos face à comodidade de aplicação, menor custo das preparações e atingimento gradual de concentração plasmáticas, o que minimiza a intensidade de efeitos adversos.

Também pode ser empregada para a obtenção de efeitos locais de fármacos inabsorvíveis, utilizadas nos controle de alterações localizadas no lúmen gastrintestinal.  

A colocação sob a língua – via sublingual – permite a retenção dos fármacos por tempo mais prolongado. Propicia a absorção rápida de pequenas doses de alguns fármacos, devido ao rico suprimento sanguíneo e à pouca espessura da mucosa absortiva. 

A via retal é utilizada em pacientes que têm vômitos, estão inconscientes ou não sabem ingerir (como as crianças pequenas). Suas maiores limitações de uso são o incômodo na administração e a difícil absorção.

Vias parenterais 

O termo parenteral provém do grego para (ao lado) e enteros (tubo digestivo), significando a administração de medicamentos “ao lado do tubo digestivo” ou sem usar o trato gastrintestinal. Portanto, todas as vias, que não as enterais, são denominadas parenterais.

Vias diretas 

A via intravenosa propicia efeito imediato e níveis plasmáticos inteiramente previsíveis. Tem biodisponibilidade de 100%. É indicada em emergências médicas e doenças graves em que há necessidades de doses acuradas e rápido início de efeito.

Também é usada em presença de baixo sanguíneo periférico (choque), o que impede adequadas perfusão e distribuição do fármaco, bem como para infusão de substâncias irritantes por outras vias ou em grandes volumes.

É falsa a ideia de que os processos patológicos
curam mais depressa graças ao emprego da via intravenosa. 

A via intramuscular é considerada mais segura que intravenosa. A absorção intramuscular depende de fluxo sanguíneo local e grupo muscular utilizado. Observa-se que a absorção de alguns fármacos é maior no músculo deltoide do que no glúteo.

As soluções utilizadas são aquosas, oleosas e suspensões. Todas devem ser administradas pelo método da injeção profunda, para que sejam ultrapassados pele e tecido subcutâneo. Para tanto, necessita-se de agulha de bisel longo (22 a 25G). O volume administrado não deve ultrapassar 10 ml. 

referência:
http://www.iped.com.br