24/04/2014

Relações Maxilomandibulares e oclusão -ESAB 3



  • Máxima intercuspidação Habitual e Estabilidade oclusal
  • Relação Cêntrica e Estabilidade Neuromuscular
  • Relação de oclusão cêntrica e Oclusão Funcional Ideal

Não podemos pensar em promoção de saúde em odontologia, sem conhecimento do sistema estomatognático. Devemos elaborar uma harmonia oclusal para promoção de sáude.

Sistema Estomatognático:
Entidade fisiológica, funcional, perfeitamente definida e integrada por um conjunto heterogêneo de orgãos e tecidos, cuja biologia e fisiopatologia são absolutamente independentes, envolvidos nos atos funcionais como: mastigação, deglutição, fonação, expressão e estética facial, postura da mandíbula, da língua e do osso hióide e nos atos parafuncionais.
Ana Carla Rios 


Aplicação dos Principios de Oclusão


Para que haja uma promoção de saúde o indivíduo (unidade biológica básica) deve relacionar a ATM, o periodonto, o sistema neuromuscular e a oclusão dentária.

Qualquer contato entre as superfícies incisais, e/ou, entre as superfícies oclusais mastigatórias dos dentes mandibulares contra os maxilares.

Relação dinâmica, morfológicae funcional entre todos os componentes do sistema mastigatório, incluindo os dentes, tecidos moles de suporte, sistema neuromuscular, articulações temporomandibulares e o esqueleto craniofacial.

Uso dos principios de oclusão no Exame Clínico

  • Avaliação das relações intermaxilares e movimentos
  • Avaliação dos determinantes fixos de oclusão
  • Avaliação dos determinantes variáveis da oclusão

Máxima Intercuspidação Habitual (MIH), Oclusão Habitual (OH), Máxima Intercuspidação Cêntrica (MIC).

A mandíbula se relaciona com a maxila por meio dos contatos inter-maxilares das 32 unidades dentárias.
  • Posição de acomodamento da mandíbula, onde ocorre o maior número de contatos dentários
  • É muito variável, muda de acordo com a idade do indivíduo e dos eventos envolvendo o sistema estomatognático ao longo da vida.
  • Não importando a relação articular.
Esta é a posição em que pode-se segurar um par de modelos de gesso de diagnóstico com as mãos em uma única posição de máxima intercuspidação.

Variável ao longo da vida, sofre influência de:
  • Postura da cabeça
  • Alterações articulares
  • Desordens musculares
  • Desordens oclusais
Na clínica:

O indivíduo encontra-se com a boca fechada, mantendo o maior número de dentes em contato. COnsegue manter o fechamento mandibular repetidas vezes na mesma posição.

Aplicação:
  • Diagnósticos das desordens oclusais
  • Nas reabilitações dentárias em que o indivíduo apresenta estabilidade oclusal
  • Inexistência de garndes alterações das faces oclusais
  • Reablitações dentárias unitárias
  • Reabilitação protética envolvendo pequeno número de unidades dentárias.

Relação Cêntrica (RC)
  • Posição crânio-mandibular que independe de contatos dentários, é reproduzível e remodelável.
  • É uma posição miocêntrica, área individual e específica para cada indivíduo.
  • O disco articular está numa posição confortável e ortopedicamente estável (músculo-esqueletalmente).
  • Os côndilos devem assentar-se na fossa mandibular contra a parade inclinada póstero-superior da eminência articular.
  • Os côndilos posicionam-se numa região ântero-superior com relação a fossa articular, com o disco adquedamente interposto.
Roth, 1981


Na clínica:

O complexo côndilo-disco está posicionado, sem nehuma tensão, numa posição de conforto neuro-muscular.

Aplicação:
  • Diagnósticos das desordens oclusais
  • Nas reabilitações dentárias extensas
  • Grande número de unidades dentais perdidas
  • Edentulismo
  • Grandes alterações nas superfícies oclusais
  • Monilidade dental que leve a mudanças nas posições mandibulares.
  • No tratamento das desordens temporomandibulares.




Contatos intercuspídeos:

Cúspide - crista marginal
Cúspide - fossa








A- Um dente contra um dentes.                                                      B- Um dente contra dois dentes.



  • Estabilidade oclusal
  • Contatos simultâneos bilaterais
  • Oclusão mutuamente protegida
  • Forças oclusas direcionadas para o longo eixo dos dentes: estabilidade oclusal = saúde periodontal





22/04/2014

Envolvimento de furca - ESAB 3

Elementos anatômicos de interesse cirúrgico

Interfurca - Termo usado para descrever a área entre três ou mais raízes anatomicamente divididas na sua base.

Bifurcação e Trifurcação - Área de encontro de duas ou três raízes.


Pré-furca - Área compreendida entre a junção cemento-esmalte e a entrada da furca.

Forma tridimensional - Aspecto da circunferência radicular em diversas alturas.



Estratégias e técnicas de tratamento de dentes com envolvimento de furca

Grau I - Raspagem e alisamento radicular; plastia de furca
Grau II - RTG; tunelização
Grau II - Secção, separações radiculares ou hemissecções

*As terapias são diversificadas, mas podem variar substancialmente de resultados, nos mais variados dentes e nas mais diversas variações anatômicas.


Plastia de furca:
Procedimento cirúrgico para eliminação do defeito interrradicular.

  1. Indicada formalmente para furcas de faces livres
  2. Odontoplastia e osteoplastia


Sequência:

  • Confecção e rebatimento de retalho de espessura total
  • Remoção de tecido de granulação e raspagem
  • Desgaste corno-radicular para alargar a entrada da furca
  • Recontorno de crista óssea alveolar
  • Posicionamento e sutura do retalho ao nível da crista.


Tunelizações:
Procedimento cirúrgico para criação de um espaço interradicuar acessível para higienização, ou para seu modelamento anatômico.

Sequência:
  • Confecção e rebatimento de retalho de espessura total
  • Remoção de tecido de granulação e raspagem
  • Desgaste ósseo interradicular com ampliação da furca
  • Recontorno de crista óssea alveolar
  • Posicionamento e sutura do retalho ao nível da crista.
Hemissecções:
Procedimento cirúrgico para separação radicular e manutenção de todas as raízes.

Sequência:
  • Confecção e rebatimento de retalho de espessura total
  • Separação das raízes ao nivel da furca.
  • Desgastes seletivos nos remanescentes (RAI)
  • Recontorno de crista óssea alveolar
  • Posicionamento e sutura do retalho ao nível da crista.
Ressecções:
Procedimento cirúrgico para separação radicular e remoção seletiva de raízes.

Sequência:
  • Confecção e rebatimento de retalho de espessura total
  • Separação das raízes ao nivel da furca.
  • Remoção da raíz escolhida
  • Reanatomização dos remanescentes
  • Recontorno de crista óssea alveolar
  • Posicionamento e sutura do retalho ao nível da crista.

17/02/2014

Fisiologia e mecanismos biomecânicos da articulação temporomandibular ATM - ESAB3

A ATM é sem dúvidas a articulação mais complexa do corpo. A análise da anatomia funcional da ATM não é apenas relevante para interpretação diagnóstica das situações odontológicas, mas influencia tambem a estratégia terapêutica de forma decisiva.



A ATM caracteriza-se por unir estruturas fixas da base do crânio com um osso móvel, que se desloca em sincronia com uma articulação  idêntica e simétrica. A Atm é a única articulção do corpo humano que apresenta dentes em seu eixo terminal de fechamento.






É de extrema responsabilidade do Cirurgião Dentista o diagnóstico da ATM.





SUPERFÍCIE FUNCIONAL

É a região preparada para suportar a carga funcional nos movimentos mandibulares.

A ATM é uma articulação ginglemoartroidal

Ginglemoidal = rotação         Artroidal = translação



CÔNDILO MANDIBULAR 

Osso esponjoso revertido por uma delgada camada cortical.

O côndilo mandibular possui uma superfície articular fibrocartilaginosa para um melhor deslocamento, sem fricção, das estruturas articulares, além de transferir as forças compreensivas na ATM para o osso subcondral.

Eixo terminal de Rotação

Situa-se numa região antero-inferior aos prolongamentos dos longos eixos dos côndilos.


COMPONENTE TEMPORAL

Fossa articular e Eminência articular

Boca fechada - Fossa articular
Boca aberta - Eminência articular


DISCO ARTICULAR

Tecido conjuntivo denso, o disco aguenta mais carga e distribui as forças, porém não se pode exercer uma excessiva carga sobre ele. Durante os movimentos mandibulares, é mantido no seu lugar pela ação conjunta das fibras superiores do musculo pterigoideo lateral, banda bilaminar e ligamentos colaterais.




ZONA BILAMINAR

Tecido conjuntivo frouxo altamente vascularizado e inervado.



15/02/2014

Técnica radiográfica intrabucal interproximal (sem a utilização do posicionador)

MATERIAL NECESSÁRIO:

1. Filme radiográfico periapical

2. Papel filme

3. Fita crepe

PROCEDIMENTO:

1. Seguir cuidadosamente o POP de Biossegurança e o POP 3 para dar prosseguimento ao atendimento.

2. Colocar o colete de chumbo e o protetor de tireoide no paciente.

3. Ligar o aparelho de raios-X e verificar a tensão do aparelho.

4. Proteger o filme radiográfico com papel filme.

5. Confeccionar a aleta de mordida com fita crepe.

6. Inserir o filme radiográfico na cavidade bucal do paciente primeiramente na região inferior, deixando a face sensível do filme voltada para o feixe de raios-X, longo eixo do filme na horizontal e picote voltado para face para mesial.

7. Para radiografias da região de pré-molares a imagem deve abranger a distal dos caninos e para região dos molares a distal dos segundos pré-molares.

8. Solicitar ao paciente o fechamento da boca, realizando uma leve tração para acomodação do filme na região lingual dos dentes.

9. Em seguida, deve-se posicionar a cabeça do paciente: Plano Sagital mediano perpendicular ao plano horizontal e Plano de Camper modificado paralelo ao plano horizontal.

10. Determinar a angulação vertical (+8) e o ponto de incidência na linha trágus-comissura labial, paralelo àsfaces proximais dos dentes.

11. Programar o tempo de exposição (para filmes radiográfico tipo E utilizar 0,5 segundos para região posterior).

12. Acionar o parelho.

13. Retirar o filme da cavidade bucal do paciente e remover o papel filme.

14. Retirar o colete de chumbo e o protetor de tireoide do paciente e colocá-lo em local apropriado sem dobras.